Grandes portos no Oriente Médio vivem a mesma pressão: aumentar a capacidade sem parar a operação e sem abrir mão de controle. É nesse ponto que a automação deixa de ser uma discussão de tecnologia e passa a ser uma decisão de negócio.
Em alguns dos maiores terminais de grãos da região, essa decisão já está em curso. Depois de cerca de seis meses de negociação e do aperto de mão firmado em setembro de 2025, a Priime Tech foi escolhida para automatizar em um dos seus contratos a operação de um grupo alimentício com mais de 70 anos de história, gestão familiar e mais de 22 mil colaboradores. O início das operações do TOS e do GOS está previsto para dezembro de 2026.

O ponto de partida: escala, importação de grãos e um gargalo no recebimento de mercadorias
O grupo atua em diversas indústrias, com forte presença na cadeia alimentícia e frota própria de navios. Importa milho, soja e açúcar e beneficia grande parte desse volume localmente. O terminal em questão é dedicado à importação de grãos, com 10 silos e capacidade de armazenamento transitório de 240 mil toneladas.
A operação já era eficiente na descarga: a premissa atual é descarregar um navio de 70 mil toneladas em menos de dois dias. O gargalo não estava no cais, estava na porta. A saída dos grãos no transporte rodoviário, o carregamento, o controle de quem entra e a integridade do registro dessa movimentação não acompanhavam a velocidade da operação portuária.
Havia um segundo fator, tão crítico quanto a produtividade: a necessidade de reduzir fraudes. Em um terminal que movimenta milhões de toneladas por ano, cada divergência entre o que foi registrado e o que realmente aconteceu representa risco financeiro, operacional e de conformidade.
Os sistemas negociados: TOS, GOS e Truck Appointments trabalhando integrados
A resposta foi uma arquitetura de automação que governa toda a jornada rodoviária, do agendamento à saída, no lugar de um equipamento isolado. Ou seja, o caminhão é rastreado e tem o processo automatizado desde antes de chegar ao porto até ir embora.
TOS (Terminal Operating System): é a camada que orquestra a operação. Como parte da solução, a Priime Tech desenhou toda a jornada do caminhão dentro do terminal, incluindo quiosques de autoatendimento que funcionam como pontos de controle. A cada etapa, esses pontos capturam e gerenciam as informações da movimentação, registrando o percurso do veículo como dado rastreável, e não como anotação manual.
GOS (Gate Operating System) e Autogates: é o cérebro do gate. O GOS automatiza a entrada e a saída de veículos, valida o acesso e trata a passagem como um evento controlado, com identificação, horário e imagem. Nos pontos de acesso, essa inteligência ganha forma física nos totens automatizados fabricados pela própria Priime Tech, que fazem a identificação do motorista e do veículo direto na cancela, sem intervenção manual. Em vez de depender de conferência humana em cada passagem, a operação ganha um fluxo automatizado que sustenta o volume nos horários de pico.
Truck Appointments: é o agendamento de janelas de chegada. Ao organizar quando cada caminhão deve se apresentar, o terminal deixa de reagir à fila e passa a planejar o fluxo, com menos ociosidade, menos concentração de veículos e mais previsibilidade para toda a cadeia.
Juntos, TOS, GOS e Truck Appointments não resolvem apenas o gate. Eles conectam agendamento, acesso, jornada interna e registro em uma única linha lógica, que é justamente onde a fraude e a divergência costumavam nascer.
O salto operacional: de 400 para mais de 3.000 operações por dia
O indicador mais direto dessa mudança está na capacidade de carregamento. Com a solução da Priime Tech, o terminal é projetado para operar mais de 3.000 movimentações de caminhões por dia, ante as cerca de 400 realizadas hoje, um crescimento de mais de 650%.
Esse salto não vem de aumentar equipe ou improvisar processos. Vem de reduzir validações manuais, encurtar o tempo de cada passagem e organizar a chegada dos veículos. É esse conjunto que permite ao terminal acompanhar a expansão de capacidade prevista, de 5 milhões para mais de 10 milhões de toneladas, sem que a porta se torne o novo gargalo.
Para o grupo, isso significa sustentar o crescimento com a operação existente. Há ainda mais dois terminais portuários em negociação, sinal de que a automação, quando prova valor em um ponto, tende a se expandir para toda a rede.
“Esse projeto traduz o que a Priime Tech entrega em qualquer parte do mundo: tecnologia que sustenta o crescimento do terminal sem parar a operação, com dado confiável do agendamento à saída do caminhão”, afirma Petersen Poia, CEO e fundador da Priime Tech.
Integração: por que a automação só funciona conectada
Nenhuma dessas camadas entrega resultado se ficar isolada. O diferencial técnico do projeto está na integração com os sistemas que já governam o negócio:
Autoridade Portuária: para alinhar a operação às regras e ao controle do porto.
ERP Oracle: conectando a movimentação física à gestão do negócio.
SCADA Siemens: integrando a automação de gate ao ambiente industrial do terminal.
TMS do cliente: sincronizando o transporte com o agendamento e a jornada.
É essa malha de integração que coloca os dados do gate a serviço de toda a operação. Quando o caminhão que chega corresponde ao que foi agendado, quando a carga bate com o planejamento e quando o registro conversa com o ERP e o TMS, a divergência perde espaço e a rastreabilidade deixa de ser uma promessa para virar rotina.
O que isso diz sobre o Oriente Médio
O portfólio da Priime Tech vai além deste projeto. Para portos e terminais da região, as mesmas fundações se aplicam: Autogates e GOS com integrações prontas para os principais TOS do mundo, Gate OCR para leitura automática de placa, contêiner e lacre, OCR na ponta navio-terra (STS), controle de acesso de pessoas e veículos e sistemas de inspeção automática de avarias em contêineres. Soluções turnkey que incluem engenharia, automação, equipamentos, software, integração, treinamento e manutenção.
O caso deste terminal de grãos mostra o padrão que interessa a autoridades portuárias, terminais e governos no Oriente Médio: automação que nasce ligada à operação real, prova impacto em indicadores como turn time, capacidade e redução de fraude, e escala para novos terminais. É maturidade operacional aplicada onde o volume não pode parar, com resultado medido na rotina da operação.
Perguntas frequentes
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O que é um GOS (Gate Operating System)? É o sistema que automatiza e governa o gate do terminal, indo muito além do OCR de placas e contêineres. Ele controla a entrada e a saída de veículos, valida o acesso e registra cada passagem com identificação, horário e imagem, substituindo a conferência manual por um fluxo automatizado capaz de sustentar volumes altos nos horários de pico. Qual a diferença entre TOS, GOS e Truck Appointments? O TOS (Terminal Operating System) orquestra a operação do terminal como um todo, incluindo a jornada do caminhão e os pontos de controle de autoatendimento. O GOS cuida especificamente da automação do gate. O Truck Appointments organiza o agendamento das janelas de chegada dos caminhões. Os três trabalham integrados, do agendamento à saída da carga. Automação de gate serve para terminais de grãos ou só para contêineres? Serve para os dois. Embora muitas soluções, como OCR de STS e inspeção automática de avarias, sejam associadas a contêineres, a automação de gate, o controle de acesso e a gestão da jornada do caminhão são igualmente críticos em terminais de granéis, como mostra o projeto de um dos maiores terminais de grãos do Oriente Médio. Como a automação ajuda a reduzir fraudes no terminal? Ao conectar agendamento, acesso, jornada interna e registro em um único fluxo integrado ao ERP e ao TMS, a operação passa a comparar automaticamente o que foi planejado com o que realmente aconteceu. Divergências entre veículo, carga e movimentação ficam evidentes, o que reduz as brechas onde a fraude costuma acontecer. Quanto tempo leva um projeto de automação portuária desse porte? Varia conforme o escopo e a complexidade da integração. No caso deste terminal, a negociação levou cerca de seis meses até o fechamento, e a entrada em operação do TOS e do GOS está prevista para o período seguinte, com o cronograma alinhado à expansão de capacidade do terminal. A Priime Tech integra com sistemas que o terminal já usa? Sim. A solução foi integrada à Autoridade Portuária, ao ERP Oracle, ao SCADA Siemens e ao TMS do cliente. A capacidade de integração com os principais sistemas do mercado é parte central da proposta, justamente para que a automação some à operação existente em vez de substituí-la. |

Leve a automação portuária da Priime Tech para a sua operação
A Priime Tech projeta, integra e opera a automação para portos e terminais que não podem parar. Se você atua em uma autoridade portuária, terminal ou operação logística no Oriente Médio e quer avaliar o impacto de TOS, GOS e Truck Appointments na sua realidade, fale com o nosso time.
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